Uma semana gorda. Para os corintianos.

Essa semana foi um deleite para os torcedores corintianos.

Sim, claro que a tensão tomava conta do coração alvinegro nos dias que antecederam o jogo contra o Internacional.

Mas o “abre-jogo” logo de cara mandou o Palmeiras de volta para casa na Libertadores.

Na hora de definir a equipe, Mano Menezes optou por Marcelo Oliveira na lateral esquerda.

E o jogo começou com o Corinthians engolindo o Inter, com uma chance claríssima no primeiro minuto. Mas os gaúchos provaram ser igualmente perigosos nas únicas duas vezes que chegaram à meta de Felipe no primeiro tempo.

De qualquer modo, Corinthians tinha o esforçado e bom Jorge Henrique, o Romário do Parque São Jorge.

Habilidoso, protegeu bem a bola entre quatro colorados e salpicou um pouco de açúcar antes de rolar para M. Oliveira na esquerda.

O bom volante-lateral livrou-se bem do zagueiro, levantou a cabeça e retribuiu o favor ao Romarinho. Ela veio macia, gostosa, pedindo: me chuta, me chuta, me chuta – como diria o genial José Silvério. E ele não perdoou. 1 a 0.

No segundo tempo, o Inter mostrou-se perigosíssimo nos pés de Tayson, Fabinho e Guiñazu. Mas São Felipe estava lá. Seguro, ágil, impressionante.

O Fenômeno, até então, se resumia a uma ótima chance perdida no primeiro tempo, em cruzamento de Dentinho.

Elias sobrava. Cristian era, eu não me canso de repetir, um monstro.

O juiz marcou falta na intermediária do campo de defesa, o esperto Elias bateu rápido (não me convenci que a bola estava rolando ainda) para Ronaldo.

Ele avançou, quebrou a espinha de Índio e bateu de chapa, com a perna esquerda, a perna ruim. Fenômeno.

O Corinthians leva vantagem imensa ao Beira-Rio.

Ao contrário de 2008, não sofreu gol em casa.

Este time nunca perdeu por diferença de três gols. Nunca. Em um ano e seis meses de Mano “Santo” Menezes.

E vai à Porto Alegre para encontrar um Internacional com obrigação de fazer dois gols e não sofrer nenhum.

Um gol do Corinthians obriga os gaúchos a buscarem quatro.

E Ronaldo fez novamente o “gol do título”. Alguém duvida?

Silvério, conta pra eles a dificuldade do menino na cara do gol.

Só para completar: na quinta-feira o São Paulo foi eliminado pelo Cruzeiro, por 2 a 0, pela Libertadores da América.

Crise no Palestra Itália, crise no Morumbi, euforia no Parque São Jorge.


~ por lucascaram em 19/06/2009.

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